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Fechados com Klopp

Por Bruno Kaehler

05/06/2019 às 07h05 - Atualizada 04/06/2019 às 18h21

Jürgen Klopp se consolida como um dos principais técnicos do mundo (Foto: Facebook Liverpool)

Difícil, nos dias atuais, um grupo rachado ser campeão. Claro, há exceções diante de capacidade técnica elevada ou circunstâncias que o futebol proporciona – afinal não é ciência exata. Ocorre que o trabalho de Jürgen Klopp, alemão de 51 anos agora campeão da Liga dos Campeões pelo Liverpool, mas que já registrara trabalhos de destaque à frente do Mainz e do Borussia Dortmund, é reconhecido não apenas pela organização dentro de campo, com os setores bem ocupados por atletas compactados e intensos. A união estende-se para o vestiário, graças também ao poder de gestão de grupo do estudioso ex-jogador e quase jornalista esportivo – não fosse o sucesso obtido da área técnica.

Em campo, o Liverpool-base de Klopp, com Alisson; Alexander-Arnold, Matip, Van Dijk e Robertson; Fabinho, Henderson e Wijnaldum; Salah, Mané e Firmino, e de importantes reposições, como Lovren na zaga, Milner e Keita no meio-campo, além dos atacantes Shakiri e Origi, se apresentou com modelo de jogo padronizado.

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Mudam-se as peças, mas as ideias do técnico alemão seguem fielmente aplicadas. Saliento a proposta defensiva vermelha, pois é, na minha avaliação, o que sustenta o Liverpool e potencializa o brilho de Salah e companhia no último terço do campo.

No momento defensivo, o Liverpool se posicionou na temporada tanto em um 4-3-3, quanto em um 4-4-2. A compactação defensiva das duas linhas, com seis a oito jogadores, é o primeiro ponto de segurança. Soma-se isso a chamada zona pressionante com o bloco alto de marcação, de forma que, ao perder a bola, os Reds buscam pressionar o portador de forma imediata, independente do setor.

Tudo isso leva ao sucesso com a bola, sobretudo em rápidas transições ofensivas com o trio fatal de ataque e a amplitude gerada também pelos laterais Arnold e Robertson. Não há como deixar de destacar também a presença de um dos volantes entre os atacantes, sempre próximos no setor de finalização das jogadas. Em resumo, um Liverpool fechado com Klopp, dentro e fora de campo, com virtudes coletivas que estimulam o sucesso individual e, que bom, que vencem.

Bruno Kaehler

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