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Pobre Messi

Por Bruno Kaehler

19/06/2019 às 07h10 - Atualizada 18/06/2019 às 20h03

Melhor jogador de sua geração, Messi não cansa de quebrar recordes no Barcelona. Só não faz chover. Ou faz? Me parece, afinal, que é o que esperam de La Pulga em cada segundo na Seleção Argentina. Os números do camisa 10 são, obviamente, menos brilhantes por seu país, de equipes que, nos últimos anos, foram caracterizadas pela desorganização, amplo espaço entre as linhas e falta de apoio de qualidade ao capitão alviceleste.
Agora sob o comando de Scaloni, passaram ainda nomes de destaque interclube como Jorge Sampaoli e “Tata” Martino pela área técnica, sem sucesso. Em todo este período, a fragilidade defensiva foi ponto comum, assim como a busca por alternativas táticas nos mais variados posicionamentos atrás de soluções.

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Neste período, houve a opção desde o sempre utilizado 3-4-2-1, de Sampaoli, até o 4-4-2 ou 4-4-1-1 atual, espelhado em partidas de Messi no Barcelona, posicionado atrás do centroavante, com a meta de receber a bola entre as linhas adversárias. Contudo, a irregularidade de Higuaín, outrora, somada às inconsistências de Aguero, Di Maria e falta de personalidade de Dybala, sobrecarregam o camisa 10.

Marcado sempre por mais de um adversário, por monopolizar a criatividade hermana, só mesmo fazendo chover para levar os argentinos a um título. E, mesmo assim, terei o prazer nesta quarta, por presente de meu irmão, fã de Messi, de acompanhar o camisa 10 in loco e, provavelmente por mais de uma vez, me surpreender e, ao mesmo tempo, repetir: pobre Messi.

Bruno Kaehler

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