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‘Pôjeto’ versão 2019

Por Bruno Kaehler

24/07/2019 às 07h05 - Atualizada 23/07/2019 às 19h09

Não sou fã de Vanderlei Luxemburgo – longe disso. Mesmo que soe contraditório, no entanto, um treinador com tamanha bagagem e conhecimento do futebol brasileiro não pode estar fora da Série A. O Vasco, nos últimos quatro jogos do Brasileirão, venceu três. Me atrevo a dizer que só não obteve os 100% de aproveitamento pela pífia intervenção do VAR no duelo contra o Grêmio, no Sul – assunto para outra prosa.

Óbvio ressaltar que o campeonato cruz-maltino é a luta contra o descenso. Meu ponto, contudo, é como o popular “pôjeto”, na versão 2019, fez bem ao Gigante da Colina. Versão esta que necessitava de um braço direito com entendimento do futebol moderno, seus modelos de jogo e nuances: o auxiliar Maurício Copertino. “Vejo [o Vasco] como uma grande possibilidade de ser campeão, fazer um grande trabalho e dar adeus, para vocês darem porrada nele”, já disse Luxa na apresentação, mencionando o pupilo.

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Ex-zagueiro, Copertino, 49 anos, não apenas possui a Licença Pro da CBF, como traz o pensamento do futebol de intensidade, disputado em espaços mais curtos e com análise de dados em modernos softwares. Foi incubido, por exemplo, de assistir a todos os jogos recentes do Vasco antes da apresentação e passar um relatório ao treinador.

O resultado? Um time mais compacto quando marca e que busca a agressividade imediata na transição, após a recuperação da bola – esta, pelo menos um estágio abaixo se comparada ao entendimento do jogo defensivo, pela verticalidade pouco producente, mesmo que veloz. Sem a bola, o Vasco se posiciona em um 4-1-4-1, com Richard entre as linhas de defesa e meio. Mais dois volantes têm auxiliado o ex-Corinthians e Fluminense na marcação, sobretudo no meio-campo, visto que Rossi e Marrony, atacantes de lado, realizam veloz recomposição nas laterais. Com a bola, o 4-3-3, com Valdívia de falso 9, não ganha terreno. As bolas aéreas voltaram a protagonizar

Certo é que, mesmo muito limitado, o elenco do Vasco cresceu com o ‘pôjeto’. E o futebol brasileiro, idem.

Bruno Kaehler

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