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Expectativa pela Copa do Mundo “delas”

Por Juliana Netto

09/05/2019 às 06h47 - Atualizada 08/05/2019 às 21h23

Em junho, as seleções masculina e feminina de futebol estarão em campo em duas importantes competições: Copa América, que será disputada no Brasil, para os homens, e Copa do Mundo, sediada na França, para as mulheres. Confesso que a mais aguardada para mim será a das meninas. Obviamente que os dois naipes ainda apresentam diferenças abissais em vários segmentos, como público, mídia e apelo popular. Mas talvez, seguindo algumas expectativas bem positivas, o próximo torneio feminino tenha tudo para mudar de patamar tanto a nível mundial quanto nacional.

Pela primeira vez na história, desde que o primeiro mundial foi criado, em 1991, a Rede Globo transmitirá todos os jogos da Seleção Feminina. Ainda que não sejam todas as partidas das 24 equipes, tal como feito na competição masculina, ter jogos televisionados na maior emissora do país, independente do horário, já é um avanço. O Boticário, claro que utilizando o evento também como uma estratégia de aproximação com o público feminino, anunciou que interromperá suas atividades durante o horário dos jogos, em uma ação que abre precedentes para que outras empresas façam o mesmo, assim também como acontece nos tradicionais confrontos masculinos, que mudam a rotina do povo brasileiro. Repetindo 2011 e 2015, a Panini segue com sua iniciativa de criar um álbum feminino, em moldes bem parecidos aos produzidos para os homens de quatro em quatro anos.

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Avanços sutis que, associado a um maior empoderamento das mulheres nestes últimos anos, tendem a impulsionar mídia, marcas, torcedores e torcedoras. Para que a engrenagem da popularização do esporte por aqui funcionasse perfeitamente, o ideal seria uma participação histórica das nossas meninas, de preferência com o título inédito. Tarefa difícil para uma modalidade que se fortalece mundo afora, tendo um ranking mundial cada vez mais competitivo.

A pouco menos de 30 dias, a torcida então se duplica: com expectativa de sucesso da Copa do Mundo tanto no âmbito de visibilidade do futebol feminino quanto no resultado dentro das quatro linhas.

Juliana Netto

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